No dia seguinte, houve um "Opportunity Meeting" com o director, onde nos foi feita uma lavagem cerebral, cujo objectivo era fazer-nos crer que ganharíamos um bom ordenado ao mesmo tempo que progredíamos na carreira, e tudo isso dependeria apenas da nossa dedicação. Essa dedicação, como vim a verificar nas 3 semanas em que estive na empresa, consistia em trabalhar DOZE HORAS POR DIA, 6 DIAS POR SEMANA, recebendo apenas uma comissão de 20 ou 30€ por venda - e, como é óbvio, nem sempre se vendia, principalmente porque nos enviavam para a mesma zona de dois em dois dias. As despesas de deslocação e alimentação eram por nossa conta pois, teoricamente, éramos trabalhadores independentes.
Cada vez mais mulheres optam por trocar as responsabilidades do mundo corporativo por uma nova e ainda mais árdua, ainda que deliciosa, função: ser mãe.  Mas o tempo passa, a licença-maternidade acaba, e aquela vontade de voltar ao mercado de trabalho aumenta na mesma proporção a coragem de deixar o bebê diminui. O dilema comum é resolvido de maneira prática por muitas mulheres: trabalhar em casa. CRESCER conversou com quatro mães empreendedoras que abriram negócios que funcionam pela internet para acompanhar a maternidade de perto. Inspire-se e tire sua ideia do papel!
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